DELFIM SANTOS

Filósofo e Pedagogo

PORTO 06/11/1907 ― CASCAIS 25/09/1966

VIDA OBRA VERSÕES ESTRANG. BIBLIOGRAFIA ICONOGRAFIA LIVROS CINEMA DEDICATÓRIAS CARTEIO MUSEU DELFINIANO ARQUIVO DS BLOGUE

Bibliografia sobre Delfim Santos

- primeira publicação no site www.delfimsantos.org - re-editado no site www.delfimsantos.org
 


1. Inventários da obra
2. Verbetes e resumos biográficos em sites institucionais
3. Teses e dissertações de doutoramento, mestrado ou sabáticas
4. Resenhas
5. Obituários, evocações e pro memoria
6. Obras coletivas
7. Estudos monográficos
8. Menções breves
9. Depoimentos de alunos
10. Antologias


 

1. Inventários da obra

  • AAVV. (1967) Contribuição para o levantamento bibliográfico da obra impressa de Delfim Santos, Boletim Bibliográfico e Informativo do Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian 5, Lisboa: Gulbenkian, 43-55.
  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva (2003) Bibliografia, Delfim Santos, a metafísica como filosofia fundamental, Lisboa: Gulbenkian, 313-350.

 

2. Verbetes e resumos biográficos em sites institucionais

  • BIBLIOTECA NACIONAL (2007) Mostra evocativa do centenário de Delfim Santos, Lisboa, 7 a 30.11.07 | Sala de Referência | entrada livre:

    DELFIM Pinto dos SANTOS (1907-1966) foi, além de pedagogo de mérito, uma referência no pensamento filosófico em Portugal na primeira metade do século XX, cujas reflexões fundem o legado de Leonardo Coimbra e seus discípulos, de que partiu, com um cunho existencial assimilado em Heidegger. Desta correlação centrada numa perspetiva do homem como ser pessoal resulta a relação que estabeleceu entre a filosofia e a pedagogia e de que é exemplo a dissertação de concurso a professor universitário, em 1946, sobre uma Fundamentação Existencial da Pedagogia. A sua principal obra, Da Filosofia, de 1940, foi publicada no mesmo ano em que obtém o grau de doutor com uma dissertação sobre Conhecimento e Realidade, na qual acentua a marca metafísica do seu pensamento.

  • CENTRO VIRTUAL CAMÕES / GANHO, Maria de Lourdes Sirgado (1998) Delfim Pinto dos Santos.
  • ESCOLA DELFIM SANTOS - Biografia do Prof. Delfim Santos.
  • FACEBOOK - Delfim Santos.
  • FREEBASE - People influenced by Martin Heidegger.
  • UNIVERSIDADE DO PORTO / ARAÚJO, Francisco Miguel Antigos Estudantes Ilustres, Delfim Santos, obra.
  • WIKIPÉDIA (2009, 2010) versão online:
  • WIKIPÉDIA - versão PDF:

 

3. Teses e dissertações de doutoramento, mestrado ou sabáticas (por ordem cronológica) [quando publicadas ver abaixo em 'estudos monográficos']

  • ROCHA, Maria Aldina Cabral de Oliveira Estanqueiro (1986) Filosofia da educação e humanismo na obra de Delfim Santos, dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa, Braga.
  • CARRILHO, António Louro (1987) Filosofia e pedagogia no pensamento de Delfim Santos, dissertação de Mestrado em Filosofia Contemporânea apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Coimbra.
  • BELO, José Manuel Cardoso (1994) Subsídios para a compreensão da obra de Delfim Santos pedagogo, 1907-1966: uma pedagogia da autenticidade e de intenção formativa, tese de doutoramento em Filosofia e Ciências da Educação apresentada à Faculdade de Filosofia e Ciências da Educação da Universidade de Santiago de Compostela, Santiago de Compostela.
  • GODINHO, Cecília Maria da Silva (1995) A transcensão em Delfim Santos, dissertação de mestrado em Filosofia da Educação apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto, 141.
  • CARVALHO, José Maurício de (1997) Filosofia da cultura, Delfim Santos e o pensamento contemporâneo, provas de concurso para Professor Titular de Filosofia Contemporânea na Universidade Federal de São João del-Rei, MG, São João del-Rei, MG.
  • PASZKIEWICZ, Cristiana (1997) A filosofia pedagógica de Delfim Santos, tese de doutoramento em Ciências da educação / Filosofia da educação apresentada à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 358.
  • JESUS, Maria João Rodrigues Vieira de (1998) Dos contributos para a compreensão da vida e obra de um pensador do nosso século - Delfim Pinto dos Santos: o sentido prospectivo e utópico da antropologia pedagógica delfiniana, dissertação de mestrado em Filosofia do Conhecimento apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto, 236.
  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva (2001) Delfim Santos, a metafísica como filosofia fundamental, tese de doutoramento apresentada à Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa, Braga.
  • RODRIGUES, Sandra Catarina Vilabril (2004) Reflexos da pedagogia delfiniana no sistema educativo português, dissertação de mestrado em História e Problemas Atuais da Educação apresentada à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real.
  • CABRAL, Mário (2005) Elogio das humanidades, tese doutoramento em Filosofia em Portugal apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, publicada como Via Sapientiae, [v. infra].
  • CARVALHO, Magda Costa (2009) 'O encontro [de Delfim Santos] com Bergson' , '2 cartas [de Delfim Santos] a Bergson' e 'excertos do Diário Íntimo [de Delfim Santos]', A noção de natureza criadora no evolucionismo metafísico de Henri Bergson: estrutura e alcance de um projeto biofilosófico, dissertação de doutoramento em Filosofia apresentada à Universidade dos Açores, Ponta Delgada.

 

4. Resenhas (por ordem cronológica)

 

5. Obituários, evocações e pro memoria

  • AAVV. (1966) Homenagem a Delfim Santos - depoimentos, Lisboa: O Tempo e o Modo 43-44, nov.-dez., 1080-1101 [com indicação dos cortes ao texto pela censura prévia].
  • AAVV. (1967) Sessão de homenagem à Memória do Prof. Doutor Delfim Santos na Sociedade Portuguesa de Psicologia, 15 dez. 1966, Lisboa: Revista Portuguesa de Psicologia 1, jun.
    • FERNANDES, Barahona - Professor Delfim Santos, 49-65.
    • MARINHO, José - Delfim Santos e a Filosofia Situada, 67-75; (1981) re-editado em Estudos sobre o pensamento português contemporâneo, Lisboa: Biblioteca Nacional, 111-117.
    • BAIRRÃO, Joaquim - Nótula sobre o Contributo de Delfim Santos à Epistemologia Psicológica [enviado de Paris e lido por João Medina], 77-82.
    • GRÁCIO, Rui - Delfim Santos, o Pedagogista e o Pedagogo, 83-92; (1975) 3ª ed, Educação e Educadores, Lisboa: Horizonte [contracapa: «Rui Grácio frequentou a Universidade Clássica de Lisboa (licenciatura em Letras, Curso de Ciências Pedagógicas). Convidado por Delfim Santos, ingressou no Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian. Neste livro tenta (...) circunscrever a obra, o pensamento e a personalidade de educadores de eleição (Maria Montessori, António Sérgio, Anne Sullivan, Delfim Santos), e abordar alguns problemas respeitantes à formação dos educadores profissionais»]; (1996) Obra completa: educadores, formação de educadores, movimentação estudantil e docente, Lisboa: Serviço de Educação da Fund. Gulbenkian.
  • ANON. (1966) Prof. Doutor Delfim Santos, crónica sobre o seu falecimento, Braga: Revista Portuguesa de Filosofia 22, 402-403.
  • ANON. (1966) O funeral do Prof. Delfim Santos... Lisboa: Diário de Lisboa 26.09.1966, 11 e 20.
  • ARAÚJO, Matilde Rosa (1966) Professor Delfim Santos, Porto: O Comércio do Porto 06.12.66, 14.
  • CARVALHO, Alberto Martins de (1967) Delfim Santos e o Centro de Investigação Pedagógica, Lisboa: Boletim Bibliográfico e Informativo do Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian 5, 14-17.
  • CINTRA, Luís F. Lindley (1966) A Universidade está mais pobre, Encontro 62, nov.
  • COELHO, Jacinto do Prado (1966) O pensamento pedagógico de Delfim Santos, Porto: O Comércio do Porto 06.12.66, 14.
  • COELHO, Jacinto do Prado (1971) Delfim Santos, Dicionário das literaturas portuguesa, brasileira, galega, estilística literária, 2ª ed., Porto: Figueirinhas.
  • COSTA, João Bénard da (1966) Nota final - Prof. Delfim Santos, O Tempo e o Modo 41, 894:

    «Já com este número nas máquinas, fomos surpreendidos pela notícia da morte do Prof. Delfim Santos, ocorrida, prematura e inesperadamente, a 25 de setembro passado.
    Com Delfim Santos desaparece o último Professor de Filosofia da Universidade portuguesa, o último duma plêiade de homens a que, nesse setor, a palavra Mestre se pode aplicar inteiramente, e da qual por muito diversas que fossem as orientações respetivas mais próximo de nós Vieira de Almeida, Joaquim de Carvalho e Edmundo Curvelo foram, como ele foi, as figuras marcantes. Embora, como observava em nota recente o Prof. Barahona Fernandes «a rigidez administrativa, quezílias pessoais e uma certa atmosfera de apagada mesquinhez que reina em tantas coisas da nossa terra» [Diário de Lisboa, 28.09.66] (e de que ele havia de ser vítima até final da sua vida) o tenham afastado da cátedra de Filosofia, que por direito próprio devia ter ocupado, não cabe dúvida que foi nesse campo que se processou o melhor da inestimável contribuição de Delfim Santos à cultura e pensamento portugueses.
    Dizendo-o não procuramos diminuir a sua notabilíssima ação no setor da Pedagogia, de que era o único catedrático da Universidade de Lisboa, mas tão-somente salientar uma criação intelectual que trouxe até nós a antropologia existencial e o neopositivismo e pensadores tão diversos quais Kierkegaard e Heidegger, Jaspers e Husserl, Wittgenstein e Carnap, Hartmann e Le Senne, que Delfim Santos foi o primeiro, ou dos primeiros, a comentar e expor em Portugal.
    Duma obra na sua maior parte inédita ou fora do mercado salientam-se todos ou quase todos os temas e preocupações dominantes da filosofia europeia dos anos 30 aos anos 60 e foi através dela e da sua imperecível ação docente que muitas gerações de portugueses puderam acompanhar e viver a situação espiritual dos nossos dias. O mesmo tom e a mesma presença se encontram nos seus escritos pedagógicos, fonte e caminho indispensável para quem se queira dedicar a uma análise da problemática educativa no nosso País, e nos quais encontramos o empenhamento, densidade e elegância que foram sempre apanágio duma vida intelectual exemplarmente cumprida.
    O TEMPO E O MODO espera poder promover dentro em breve ao autor de A Fundamentação Existencial da Pedagogia a homenagem que a sua obra e personalidade justificam e exigem. Nesta breve nota queríamos apenas registar o imenso vazio deixado pelo seu desaparecimento e o público testemunho duma dívida de gratidão que todos aqueles que em Portugal não desaprenderam de pensar têm em aberto para com o homem e para com o pensador que se chamou Delfim Santos».

  • MEDINA, João (1967) O sentido da ironia em Delfim Santos, (In Memoriam).
  • MELO, Maria Carlota (1967) Notícia de Homenagens Prestadas à Memória de Delfim Santos; Resumo das comunicações apresentadas na sessão de homenagem à memória do Prof. Doutor Delfim Santos promovida pela Sociedade Portuguesa de Psicologia, Lisboa: Boletim Bibliográfico e Informativo do Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian 5, 29-30 e 30-41:

    Barahona FERNANDES: «Bom é recordar que foi Delfim Santos quem primeiro, em Portugal, ensinou, divulgou e praticou a caracterologia de Weymans e Wiersma. E, relativamente às relações médico-doente, analisadas à luz da caracterologia por ele propugnada, oiçamos de novo as palavras de Delfim Santos: “...O tipo de compreensão é sempre relativo ao caráter. Os homens não são iguais, e não se compreendem, porque pretendem a todo o momento desconhecer que não são iguais”» Boletim Bibliográfico e Informativo do CIP 5, Lisboa: Gulbenkian, 32-33.

  • NIZA, Sérgio (1967) Carta a Rui Grácio, Paris 21.02.67:
    «Da sua primeira carta destaco as notícias sobre as homenagens à memória do Prof. Delfim. Estou profundamente interessado nos trabalhos apresentados. Conseguirá arranjarmos? Delfim Santos foi verdadeiramente um homem des-situado do nosso contexto cultural. Algumas coisas dele, que me foi dado ler, são duma sensibilidade, profundidade e estilo invulgares. Como pedagogista é uma fonte de que não aproveitámos ainda as águas.
    Um pouco mais informado, agora, do pensamento pedagógico contemporâneo, penso como ele o enriqueceria se não fosse a limitação da língua em que escreveu. E não haverá quem reúna toda a sua obra e a re-edite?
    ». [Sérgio Niza era à data professor no Centro Helen Keller. Foi membro da Comissão organizadora das comemorações do I centenário do nascimento de Anne Sullivan, presididas já a título póstumo por Delfim Santos e que tiveram lugar em Lisboa de 21 a 25 de novembro de 1966].
  • REALE, Miguel (1968) Um filósofo da realidade, Supl. lit. de O Estado de São Paulo, 16.03.68.
  • RIBEIRO, Orlando (1967) Delfim Santos, (In Memoriam).
  • SERRÃO, Joel (1971) Lembrança de Delfim Santos, Delfim SANTOS, Da Filosofia, Lisboa: Horizonte, 7-12.
  • SIMÕES, Manuel Breda (1967) Acerca do Pensamento Pedagógico de Delfim Santos, Lisboa: Boletim Bibliográfico e Informativo do Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian 5, 19-28.
  • TEIXElRA, António Braz (1966) Aproximação ao pensamento filosófico de Delfim Santos, Lisboa, Espiral 13, 57-61.
  • WASHINGTON, Luís (1967) Silêncio e extraposição (versão inicial para In Memoriam).
  • WASHINGTON, Luís (1968) Delfim Santos, desafiante historiador das ideias (versão final para In Memoriam).

 

6. Obras coletivas

  • (1990) Delfim Santos - octogésimo aniversário do nascimento do Prof. Delfim Santos: comemorações, Lisboa: Centro Cultural Delfim Santos.
    • FERNANDES, Barahona - Delfim Santos e a psicologia antropológica, 17-22 [v. infra sob "Fernandes"].
    • SERRÃO, Joel - Sobre a deontologia da publicação de obras póstumas, 23-26.
    • OLIVEIRA, M. de Lourdes Flor de - O Professor e a sua Irradiação, 27-46.
    • ARAÚJO, Matilde Rosa - Professor Delfim Santos, 47-50 [v. infra sob "Araújo"].
    • BOTELHO, Afonso - Mestre de rigor, 51-54 [v. infra sob "Botelho"].
    • GRÁCIO, Rui - O pensamento pedagógico de Delfim Santos, 55-60 [v. infra sob "Grácio"].
    • RODRIGUES, Jorge Tavares - Delfim Santos, o percurso do Homem, do Mestre, do Amigo, 61-76.
    • QUADROS, António - Delfim Santos, introdução à vida e à obra, 83-112 [v. infra sob "Quadros"].
  • (2008) Delfim Santos e a Escola do Porto, Atas do Congresso Internacional, Lisboa: INCM.
    • GOMES, J. Pinharanda - Delfim Santos na Escola Portuense, 11-40.
    • ROCHA, Afonso - A receção de Sampaio (Bruno) por Delfim Santos, 41-58.
    • PIMENTEL, Manuel C. - Delfim Santos e Leonardo Coimbra, 59-66.
    • BAPTISTA, Pedro - Delfim Santos e Newton de Macedo, 67-80.
    • TEIXEIRA, António B. - Delfim Santos e Sant' Anna Dionísio, 81-96.
    • DOMINGUES, Joaquim - Delfim Santos e Álvaro Ribeiro, 97-106.
    • RIVERA, Jorge C. - Delfim Santos e José Marinho, 107-137.
    • EPIFÂNIO, Renato - Da «consciência nacional» à «consciência de si»: entre Delfim Santos, José Marinho e Agostinho da Silva, 139-143.
    • LOIA, Luís - Delfim Santos e Eudoro de Sousa, 145-154.
    • CÉSAR Constança M. - Delfim Santos e Vicente Ferreira da Silva, 155-170.
    • MORUJÃO, Carlos - Delfim Santos, Hartmann e Heidegger, 171-182.
    • LEÃO, Júlia M. P. - A influência da fenomenologia no pensamento de Delfim Santos, 183-197.
    • REAL, Miguel - Delfim Santos e a génese do existencialismo em Portugal, 199-234.
    • BRITO, António J. de - A noção de filosofia em Delfim Santos Reflexões críticas, 235-244.
    • SOUSA, Ana P. L. - A noção de aporia em Delfim Santos e António José Brandão, 245-258.
    • AZEVEDO, M. da Conceição - «Expressão e verdade» - Breve comentário, 259-262.
    • CARVALHO, J. Maurício de - O conceito de realidade formulado por Delfim Santos, 263-276.
    • BERNARDO, Luís Manuel A. V. - Conhecimento e realidade em Delfim Santos, 277-297.
    • GANHO, M. de L. Sirgado - A ontologia de Delfim Santos, 299-308.
    • PEREIRA, Paula C. - A antropologia filosófica em Delfim Santos e a matriz leonardina: Da cousificação à criação, 309-319.
    • PASZKIEWICZ, Cristiana de S. e - A onto-antropologia de Delfim Santos: reflexos na sua pedagogia, 321-333.
    • BELO, José M. C. - A concepção educacional de Delfim Santos: uma visão intemporal, 335-358.
    • RODRIGUES, A. M. Moog - A defesa da educação profissional como educação existencial no pensamento de Delfim Santos, 359-368.
    • PATRÍCIO, Manuel F. - A ideia de universidade em Delfim Santos e suas raízes leonardinas, 369-404.
    • CUNHA, Norberto - Delfim Santos e o ensino universitário, 405-430.
    • GAMA, José - A cultura, salvaguarda do humano, em Delfim Santos, 431-439.
    • CABRAL, Mário - Do cientista ao mago: o lugar da religião no pensamento de Delfim Santos, 441-447.
    • DIMAS, Samuel - Delfim Santos e o protestantismo: o diálogo entre a fé e a razão na dinâmica espiritual da experiência cristã, 449-471.
    • FRANCO, A. Cândido - A noção de saudade em Delfim Santos ou o progresso não faz vítimas, 473-474.
    • ARAÚJO, Luís de - O propósito ético do pensamento de Delfim Santos, 475-479.
    • CUNHA, Paulo F. da - Delfim Santos, o direito e a justiça: originalidade de uma jusfilosofia da negação e do caso, 481-498.
    • MESQUITA, A. Pedro - Delfim Santos e o projeto da Renovação Democrática, 499-521.
  • (2008) Delfim Santos, A filosofia e o sentido da existência, Braga: Faculdade de Filosofia.
    • GAMA, José - Apresentação, 9-10.
    • PATRÍCIO, Manuel - O Pensamento de Delfim Santos na Pedagogia Portuguesa do séc. XX, 11-49.
    • MIRANDA, Manuel Guedes - Filosofia, Educação e Metafísica em Delfim Santos, 51-67.
    • GAMA, José - Filosofia, Humanismo e Cultura em Delfim Santos, 69-89.
    • GALVÃO, Artur - O(s) Conhecimento(s) em Delfim Santos. Pertinência e Atualidade, 91-111.
    • MARQUES, Mª de Lurdes - Projeção e Alcance da Antropologia de Delfim Santos na Filosofia do Ensino Secundário, 113-121.
    • COSTA, Miguel - Condição e Construção do Humano em Delfim Santos, 123-133.
    • ROCHA, Afonso - Aproximação à 'Filosofia da Existência' de Delfim Santos: Leonardo e Bruno 'em fundo'?, 135-194.
  • (2009) Delfim Santos em diálogo com..., Porto: Caixotim.
    • CUNHA, Norberto Ferreira da - Delfim Santos e Bernardino Machado (convergência sobre o ensino superior), 21-55.
    • DOMINGUES, Joaquim - Delfim Santos e Álvaro Ribeiro ou o diálogo a haver, 57 - 82.
    • EPIFÂNIO, Renato et al. - Delfim Santos e Teixeira de Pascoaes: do ser da poesia à poesia do nosso ser, 83-93.
    • TEIXEIRA, António Braz - Delfim Santos e Sant'Anna Dionísio: afinidades e diferenças, 95-112.
    • EPIFÂNIO, Renato - Entre Delfim Santos e Agostinho da Silva: a questão da "consciência nacional", 113-121.
    • ABREU, Alberto A. - Delfim Santos em diálogo com o pensamento de António Manuel Couto Viana, 123-140.
    • EPIFÂNIO, Renato - Entre Delfim Santos e José Marinho: o conceito de 'filosofia situada', 141-150.
    • PATRÍCIO, Manuel Ferreira - Delfim Santos e Leonardo Coimbra: diálogo em dois andamentos, 151-180.
  • (2013) Delfim Santos Studies, revista de estudos delfinianos 1, Lisboa: Arquivo Delfim Santos.

 

7. Estudos monográficos em livro, artigo ou conferência (de A a Z)

A

B

  • BELO, José M. Cardoso (1999) Para uma teoria política da educação. Atualidade do pensamento filosófico, pedagógico e didático de Delfim Santos, Lisboa: Gulbenkian.
  • BELO, José M. Cardoso (1999) Notas sobre uma 'visão' humanista da cultura, Revista Portuguesa de Humanidades 3, Braga: Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Filosofia, 305-316.
  • BOTELHO, Afonso (1969) Apologia do mestre, Teoremas de filosofia 1, Lisboa.
  • BOTELHO, Afonso (1990) Mestre de Rigor, Delfim Santos octogésimo aniversário do nascimento do Prof. Delfim Santos: comemorações, Lisboa: Centro Cultural Delfim Santos, 51-54.

    [Afonso BOTELHO (1990) Da Saudade ao Saudosismo, Lisboa: ICALP, 103:] «...Teremos que aceitar que o passado se recupera e que é exatamente nessa recuperação, nesse regresso, que a poesia se efetiva. Isto mesmo afirmava Delfim Santos a propósito da obra de Pascoaes. [135-6:] Curioso e significativo é o testemunho do existencialista Delfim Santos sobre o sentido do regresso em Pascoaes, pois não só revela a abertura mental deste filósofo auscultando na "mítica linguagem do poeta" o ritmo dialético e "vivo do espírito", como exprime a valorização da saudade por esta inverter o tempo linear e causal. Tal apreciação do conceito de regresso no Saudosismo completa-se com a eliminação do tempo histórico e a recorrência à imagem paradigmática do Paraíso Perdido».

C

  • CABRAL, Mário (2008) Via Sapientiae [estudo de Delfim Santos, Teixeira de Pascoaes e Agostinho da Silva], Lisboa: INCM, 555; entrevista com o autor.
  • CALAFATE, Pedro (1995) Figuras e ideias da filosofia portuguesa nos últimos cinquenta anos, Braga: Revista Portuguesa de Filosofia 51, abr.-jun., 357-358.
  • CARRILHO, António Louro (1988) O estatuto epistemológico da pedagogia de Delfim Santos, Revista Portuguesa de Pedagogia 22, 385-405.
  • CARRILHO, António Louro (1989) Delfim Santos e a filosofia portuguesa, Lisboa: Vértice 12, 81-83.
  • CARVALHO, José Maurício de (1996) O pensamento filosófico de Delfim Santos, São João del-Rei, MG: Anais de Filosofia 3, 67-74.
  • CARVALHO, José Maurício de (1996) A Ideia de filosofia em Delfim Santos, Londrina, PR: UEL, 237; resenha por Marina MADEIRA, São João del-Rei, MG: Estudos Filosóficos 2, 2009, 227-233.
  • CARVALHO, José Maurício de (1997) Delfim Santos e os temas culturais, Educação e Filosofia 11, 39-55.
  • CARVALHO, José Maurício de (1997) Delfim Santos e a temática existencial, São João del-Rei, MG: Anais de Filosofia 4, 297-306.
  • CARVALHO, José Maurício de (1998) Delfim Santos e as trilhas do pensamento, São Paulo, SP: Revista Brasileira de Filosofia 44, 189, 57-77.
  • CARVALHO, José Maurício de (1999) Filosofia da cultura, Delfim Santos e o pensamento contemporâneo, Porto Alegre: EDIPUCRS, 150; resenha por José Roberto Fº.
  • CARVALHO, José Maurício de (2003) Delfim Santos, Filósofo do Diálogo, Porto: O Primeiro de Janeiro, 01.09.2003, 8-9.
  • CARVALHO, José Maurício de (2003) Aspetos filosóficos da reflexão de Delfim Santos encontrados em suas correspondências, Porto: O Primeiro de Janeiro, 15.12.2003, 10-12.
  • CARVALHO, José Maurício de (2005) Temas de filosofia e psicologia existencial na obra de Delfim Santos, São João del-Rei, MG: Vertentes 26, 87-95.
  • CARVALHO, José Maurício de (2006) Delfim Santos e o diálogo psicologia e educação, Porto: O Primeiro de Janeiro, 06.03.2006, 23-25.
  • CARVALHO, José Maurício de (2009) A crítica de Delfim Santos ao conceito de distração em Ortega, Saberes Interdisciplinares 4, 59-77.
  • CARVALHO, José Maurício de & Marina MADEIRA (2009) A Vida como problema: Delfim Santos em diálogo com Ortega y Gasset, São João del-Rei, MG: Estudos Filosóficos 2, 68-82.

    [José Esteves PEREIRA, Do Caminho de Santiago ao Cruzeiro do Sul: Pensar em Português e em Galego, 14.10.07:] «Um dos nomes brasileiros que participou muito ativamente nestas reuniões foi José Maurício de Carvalho (...) Falar de José Maurício de Carvalho é falar não só dos dois Colóquios até agora realizados em S. João del Rei, nessa Minas Gerais de tanta memória lusa mas, também, do cuidado que lhe têm merecido pensadores portugueses, nomeadamente Delfim Santos... Em 1999, em S. João del Rei, estudámos António Sérgio e a Delfim Santos...».

E

F

G

  • GANHO, Maria de Lourdes Sirgado (1989) O pensamento de Delfim Santos. I - A Lição dos Textos, II - O itinerário filosófico, Braga: Itinerarium 35, (133-134,135), 32-66 e 313-335; (1990) re-editado como O pensamento de Delfim Santos, separata de Itinerarium, Braga; (2002) nova versão como O essencial sobre Delfim Santos, Lisboa: INCM.
  • GANHO, Maria de Lourdes Sirgado (1993) Da Filosofia de Delfim Santos, conferência proferida na Escola Delfim Santos  em Lisboa 26 de fev. 1991, Lisboa: Centro Cultural Delfim Santos; re-editada sem 'Introdução' e 'Apresentação da Obra' e erroneamente datada de 1987 em Existir e Ser, Lisboa: INCM, 197-211.
  • GRÁCIO, Rui (1990) O pensamento pedagógico de Delfim Santos, Delfim Santos - octogésimo aniversário do nascimento do Prof. Delfim Santos: comemorações, Lisboa: Centro Cultural Delfim Santos, 55-60.
  • GODINHO, Cecília Maria da Silva (1995) 'Transcensão' em Delfim Santos, Braga: Revista Portuguesa de Filosofia 51, 713-718.

L

  • LOPES, Óscar (1987) Doutrina literária presencista: Delfim Santos, Entre Fialho e Nemésio, estudos de literatura portuguesa contemporânea, Lisboa: INCM, 649-650:

    [628:] «... Para a Presença passam, além de Casais, José Marinho e (mais episódica e algo provocativamente) Delfim Santos». [641:] «De resto assiste-se [na Presença] a uma progressiva abertura em relação a certas literaturas estrangeiras até então muito ignoradas (...), o que se acentua na Revista de Portugal, onde Paulo Quintela faz. entre outras, a revelação então importantíssima de Rilke, e Delfim Santos a de Heidegger».

  • LOPO, Rui (2003) Delfim Pinto dos Santos, António NÓVOA (dir.), Dicionário de educadores portugueses, Porto: Asa, 1262-1265.

  • LUZ, José Luís Brandão da (2002) Crítica de Delfim Santos ao neopositivismo, Introdução à epistemologia: conhecimento, verdade e história, Lisboa: INCM, 182-194.

M

  • MALPIQUE, Cruz (1970) O Prof. Delfim Santos, o seu humanismo, Porto: O Tripeiro 11, 337-340.
  • MANSO, Artur (2007) O projeto de reforma do ensino superior no movimento da Renovação Democrática (1932).
  • MARQUES, Mª de Lurdes S. Fonseca (2007) O pensamento filosófico de Delfim Santos, Lisboa: INCM, 153.
  • MARTINS, M. L. S. (1986) A filosofia da educação de um pedagogo português, O Professor 88, 24-37.
  • MENDES, Antero Cochofel de Miranda (1981) Um mestre e um pensador, O Instante e a duração, Porto: ed. do Autor, 197-200.

    [A Evocação, Ato de Justiça, Revista Colóquio/Letras. Letras em Trânsito, 71, jan. 1983, 113:] «Miranda Mendes reuniu artigos onde... [evoca] ...a lembrança de palavras de Delfim Santos sobre a ação pedagógica ("A verdadeira missão do professor consiste em ensinar a aprender. Mas para ensinar a aprender é preciso aprender a ensinar...")».

  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva (1987) Filosofia-ontologia e metafísica em Delfim Santos, Braga: Revista Portuguesa de Filosofia 43, 337-356.
  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva (1992) Texto de Delfim Santos na 2ª chamada: um depoimento sobre o conteúdo da prova geral de acesso e o perfil de Delfim Santos, Porto: Jornal de Notícias, 17.02.92, Nacional 5.
  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva (1992) Fenomenologia e metafísica em Delfim Santos, Braga: Revista Portuguesa de Filosofia 48, 297-320.
  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva (1993) Educação - pedagogia e metafísica em Delfim Santos, Braga: Revista Portuguesa de Filosofia 49, 149-169.
  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva (2003) Delfim Santos, a metafísica como filosofia fundamental, Lisboa: Gulbenkian, 421.
  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva (2009) Filosofia, ontologia e metafísica em Delfim Santos, O pensamento luso-galaico-brasileiro 1850-2000, Atas do I congresso internacional 1, Lisboa: INCM, 529-536.
  • MONTEIRO, António Amaro (1986) Três ensaios filosóficos: Immanuel Kant, Francisco Sanches, Delfim Santos, Coimbra: Serviços Sociais.
  • MONTEIRO, Domingos (1978) Elogio histórico de Delfim Santos, Memórias da Academia das Ciências de Lisboa, Classe de Letras XIX, Lisboa: Academia das Ciências.

P

  • PACHECO, Maria Adelaide (2003) A presença de Heidegger em Portugal: o pensar como rememoração, Braga: Revista Portuguesa de Filosofia 59, A herança de Heidegger, 1203-1228; esp. 1206-1208.
  • PASZKIEWICZ, Cristiana (1999) A filosofia em Delfim Santos: trajetória de um pensamento, CALAFATE, Pedro (dir.) - História do pensamento filosófico português, vol. V, 1 – O Século XX, Lisboa: Caminho.
  • PASZKIEWICZ, Cristiana (1999) O estatuto da pedagogia como ciência autónoma em Delfim Santos, Campinas, SP: Reflexão 24-75, 25-27.
  • PASZKIEWICZ, Cristiana (2000) A filosofia pedagógica de Delfim Santos, Lisboa: INCM, 187.
  • PORTELADA, Sérgio (2008) Figura de pedagogo: Delfim Santos, Porto: Correio da Educação.

Q

  • QUADROS, António (1989) Delfim Santos: introdução à vida e à obra, Campinas, SP: Reflexão 15-44, 74-94; (1990) também editado em Octogésimo aniversário do nascimento do Prof. Delfim Santos: comemorações, Lisboa: Centro Cultural Delfim Santos, 83-112.
  • QUADROS, António (1989) Delfim Santos: introdução ao pensamento filosófico e pedagógico, Lisboa: Leonardo 2, set. , 22-29, 91.

Síntese revista da conferência mencionada na entrada anterior.

  • QUADROS, António (1994) Introdução à vida e à obra de Delfim Santos, São Paulo, SP: Revista Brasileira de Filosofia 41, 176, 390-417.

R

S

T

  • TEIXElRA, António Braz (1989) Direito e justiça no pensamento de Delfim Santos, Análise 13, 133-142.
  • TEIXEIRA, António Braz (2003) 'Santos (Delfim Pinto dos)', Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura 26, Lisboa: Verbo, 1347-1348.
  • TEIXElRA, António Braz (2008) Delfim Santos e a Renovação Democrática, Conceitos e Formas de Democracia em Portugal, Lisboa: Sílabo, 57-66.
  • TEIXElRA, António Braz (2008) A superação do positivismo na filosofia jurídica ibérica, na primeira metade do século XX, Lisboa: Revista Lusófona de Humanidades e Tecnologias 12; (2008) re-ed Conceitos e Formas de Democracia em Portugal, Lisboa: Sílabo, 159-184.
  • TEIXEIRA, António Braz (2008) Os caminhos cruzados de Delfim Santos e Sant'Anna Dionísio, Delfim Santos e a Escola do Porto, Lisboa: INCM, 81-96; (2009) re-ed. A Experiência Reflexiva, Estudos sobre o Pensamento Luso-Brasileiro, Sintra, 109-124.
  • TEIXEIRA, António Braz (2009) Delfim Santos e Sant'Anna Dionísio: afinidades e diferenças, AAVV, Delfim Santos em Diálogo com..., Porto: Caixotim, 95-112.

V

  • VANZELLA, José Marcos Miné (1999) Conhecimento e realidade segundo o pensamento de Delfim Santos, V Colóquio Antero de Quental.

 

8. Menções breves em livros, artigos, entrevistas e notícias

  • AAVV. (1987) Delfim Santos, pedagogia da existência, pedagogia da autenticidade, Lisboa: Jornal de Letras, Artes e Ideias, 256, 13-14.
  • AAVV. (1987) Delfim Santos, um pedagogo lembrado na escola com o seu nome, Porto: Jornal de Notícias, 30.05.87.
  • AAVV. (1987) Delfim Santos homenageado em Lisboa, Lisboa: O Diabo, 02.06.87, 11.
  • AAVV. (1971) O Pensamento filosófico em Portugal, Delfim Santos, Lisboa: Boletim Informativo da F. C. Gulbenkian, 106-107.
  • ABRANTES, José Carlos (2000) À conversa com… Arquimedes Santos, Noesis 55, Ministério da Educação, Lisboa:

    [Sobre o Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Gulbenkian:] «...no Centro, criado há pouco tempo, formou-se um curso de ciências pedagógicas de que era diretor precisamente o Prof. Delfim Santos, um curso como o que havia na Faculdade de Letras, que eu também tirei. Esse curso da Gulbenkian tinha como subdiretores o Dr. Breda Simões, que era meu amigo também, e o Dr. Rui Grácio. Havia dois Departamentos. Um de didáticas e outro de psicologia e de psicopedagogia. E foi para esse que fui convidado. Ora, acontece que nesse curso de ciências pedagógicas havia professores, entre os quais o Dr. Delfim Santos, o Dr. Rui Grácio, o Dr. Breda Simões e as Dr.as. Natália Pais e Antónia Augusta, que davam as ciências pedagógicas».

  • BRITO, António José de (1995) O Porto e a filosofia a partir de 1945, Revista Portuguesa de Filosofia 51, 267-271.
  • CAEIRO, Francisco da Gama (1983) Da filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa, Lisboa: Revista da Faculdade de Letras, 1983.
  • CALAFATE, Pedro  (1995) Figuras e ideias da filosofia portuguesa nos últimos cinquenta anos, Revista Portuguesa de Filosofia 51, fasc. 2, abr.-jun., 369:

    «...Não deixa de ser sintomática a leitura do manifesto do grupo reunido em torno da revista 57, o Manifesto 57. Aí se indicam as chamadas “enfermidades” da cultura nacional, analisadas na base de um claro comprometimento com o que designam como uma “filosofia da Pátria”. Como razões da enfermidade elegem a influência de correntes estrangeiras com os seus vários ismos, fossem elas o escolasticismo, o positivismo ou o materialismo dialético, embora com uma significativa exceção aberta para o existencialismo. Essa exceção é relevante, porque para os homens da filosofia portuguesa, nomeadamente para António Quadros, aqueles vários ismos impunham um universalismo sujeito à ideia de mesmidade, esvaziando o heterogéneo em favor do homogéneo. Nesta base, a atenção dada por António Quadros ao existencialismo, para o qual fora sensibilizado pelo seu mestre Delfim Santos, tinha menos a ver com o acolhimento e difusão das suas teses nucleares, pois que rejeita a ideia sartriana de uma moral e de uma metafísica sem Deus, e mais com o que nele se abria de possibilidade de atenção ao concreto, ao homem concreto, “esse desconhecido”, levando-o a defender, em Introdução a uma estética existencial (Lisboa, 1954, 1), que o conceito de existência se deveria assumir como primitiva categoria do ser».

  • CORREIA, Natália (1991) Telegrama sobre as comemorações do 80º aniversário de Delfim Santos:

    [Dirigido à viúva de DS e enviado da Assembleia da República com data de 26.02.91:] «Perseguida pelos maus fados que se obstinam em tornar impossível a minha presença nas cerimónias dedicadas ao nosso querido Delfim Santos mais uma vez estou impossibilitada de o fazer por me achar retida numa sessão da A[ssembleia] da R[epública] a que de nenhuma forma posso faltar.
    Mas creia-me sempre devotada à memória desse homem inesquecível que tanto iluminou a passagem da minha juventude para a maturidade.
    Um beijo muito amigo da Natália Correia».

  • CRIPPA, Adolpho (sd) citado em 'Diário filosófico: papéis inéditos de Vicente Ferreira da Silva', Transcendência do Mundo, Obras Completas de Vicente Ferreira da Silva 3, 628.

    Quanto ao mais, (Vicente Ferreira da Silva) essa estranha figura de filósofo vivia em convivência epistolar com grandes figuras de pensadores europeus ou sul-americanos. Ernesto Grassi, Luigi Bagolini, Delfim Santos, Julián Marías, Von Rintelen, Francisco Romero, Carlos Astrada, Miguel Ángel Virasoro, Leopoldo Zea.

  • DOMINGUES, Garcia (1988) Entrevista à revista Leonardo.
  • FERNANDES, Rogério (1979) A Pedagogia portuguesa contemporânea, Lisboa, 137-138.
  • FERNANDES, Rogério (1988) História da Educação em Portugal, Lisboa: Horizonte, 104:

    «Não será demasiado concluir [...] a curta distância, senão mesmo a indiferenciação, da história da educação e da história das ideias.
    Tal orientação era ainda mais vincada no caso de Delfim Santos. A história da educação, tal como a define, é história das 'utopias', ou melhor, história da 'generosidade humana', história de um 'fenómeno englobante' de que arte, ciência ou filosofia seriam manifestações especiais [
    SANTOS, Delfim, 'Um inédito de Delfim Santos - História da Educação', Boletim Bibliográfico e Informativo 5, Fundação Calouste Gulbenkian/Centro de Investigação Pedagógica, Lisboa 1967, 9-11]. Em suma, em lugar da história dos factos pedagógicos no seu desenho real, Delfim Santos descrevia uma história das ideias, ou antes, das hipóstases pedagógicas. Orientação anistórica, se não mesmo anti-histórica, no veio do existencialismo heideggeriano de que Delfim Santos foi talvez o expoente máximo em Portugal, sob as suas mãos a história da educação transformava-se em metafísica».

  • FERREIRA, João (1960) História da filosofia portuguesa, Leiria.
  • FERREIRA, João (1965) Existência e fundamentação geral do problema da filosofia portuguesa, Braga.
  • FERREIRA, Vergílio (1981) Um escritor apresenta-se, Lisboa: INCM:

    [231:] «... a publicação de Aparição, deu-se um caso curioso, de que já tenho falado: um dia estava eu em casa do Gaspar Simões e o falecido Prof. Delfim Santos, falando da Aparição, disse-me: o seu livro liga-se intimamente à filosofia de Jaspers.
    [265:] ... nesse livro uma influência de Jaspers (que me foi apontada por Delfim Santos... Delfim Santos radicalmente manteve a sua opinião. É claro que eu fui imediatamente comprar...».

  • FERREIRA, Vergílio (1991) Conta-corrente 3, 1980-1981, Lisboa: Bertrand:

    [196:] «Um pouco de história: Publicada Aparição, Delfim Santos afirma-me a proximidade do livro com a filosofia de Jaspers. Não tinha lido praticamente nada de Jaspers e aí nada que se aproximasse de Aparição. Compro imediatamente La pensée de l'existence, de Jean Wahl...».

  • FERRO, António Quadros (2010) A ideia de cultura no pensamento de António Quadros, Lisboa, Universidade Católica:

    [106:] «Por esta altura [António Quadros] era influenciado por Delfim Santos (que era) “o único professor da Faculdade de Letras que olhava com simpatia este movimento [existencialista] inspirado aliás no pensamento dos grandes alemães de quem fora discípulo ou atento leitor, Hartmann, Husserl, Heidegger”. Quadros, António (1971) Ficção e Espírito, Memórias Críticas, Lisboa: Sociedade de Expansão Cultural, 178».
    [90:] «Dito isto, retomemos a reflexão acerca das dez palavras escolhidas por António Quadros que compõem, ou melhor dizendo, ilustram, o ideal português. São os temas que ao longo da história sempre estiveram presentes na cultura portuguesa. Para o filósofo não são apenas palavras, “...são arquétipos, são ideias, são signos de mitos profundos, cuja conjugação desenha porventura — não recusando outra interpretação diferente da nossa e até o alargamento a outras palavras arquetipais — o ideal português...” (Quadros, António (1967) O Espírito da Cultura Portuguesa – ensaios, Lisboa: Sociedade de Expansão Cultural, 74). A escolha destas palavras esteve, aliás, em discussão no colóquio sobre o ideal português, tendo Delfim Santos, em opinião contrária, dito naquele momento que se correria o risco de se entrar “…muito mais no domínio do que poderia chamar-se filomitia, do que no da filosofia.” (idem, 75) Ora, António Quadros entendeu, por outro lado, que se tratava de “...descer à máxima profundidade antropológica, pois as palavras-mães são o desfecho sintético de uma ancestral experiência do homem no mundo”. (idem, ibidem) pelo que era a partir dessa experiência, que não exclui uma reflexão linguística, que o espírito se poderia mover no sentido da sofia: “A experiência filosófica plena é interior e mental. O documento externo que a estimula e fecunda, seja tratado, poema ou crítica tem pois um mero valor filosófico potencial. A filosofia não é o livro, ou seja, não é a coisa. A filosofia é a vida do espírito, apoiando-se, sim, num suporte exterior, mas desde que este possa ser ultrapassado e transcendido” (idem, 77)».

  • FONTES, Carlos (2002) 'Delfim Santos', Pedagogos portugueses, Navegando na educação:

    «Delfim Santos - Filho único varão de um laborioso ourives, estava em princípio destinado a seguir o ofício paterno. Em 1922 após a morte do pai assume a responsabilidade pelo sustento familiar, ficando à frente da sua oficina. Um ano depois resolve prosseguir os seus estudos. Revelando uma notável inteligência, mas também força de vontade, em 1927 terminava já o curso complementar de ciências, e depois de letras, matriculando de seguida na Faculdade de Letras do Porto. Em 1931 conclui a licenciatura em Ciências Históricas e Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com as mais elevadas notas. Enquanto frequentava esta licenciatura, inscrevera-se também em cadeiras de Filologia Clássica, e na Faculdade de Ciências, em cadeiras da secção de Ciências Matemáticas. Conclui o estágio e o Exame de Estado para professor liceal (1932-34), resolvendo especializar-se em Filosofia no estrangeiro. Neste sentido, em Viena estuda Filosofia das Ciências, assiste a cursos e conferências de reputados mestres como Piaget, Husserl, Heisenberg, etc. Em Berlim ouve N. Hartmann. Em Londres e em Cambridge cursa com ilustres professores. Regressou a Portugal em 1937, sendo nesse ano nomeado leitor na Universidade de Berlim, onde permanecerá até 1942, contactando direto, em Friburgo com o pensamento de M. Heidegger. Em 1940 doutora-se na Universidade de Coimbra. Em 1943 passa a integrar o corpo docente da Faculdade de Letras de Lisboa, onde virá a ocupar até á data da sua morte a cátedra de Ciências Pedagógicas. Em 1963 passa a dirigir o Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian».

  • FRANCO, António Cândido (1997) Saudade e saudosismo em Florbela Espanca, elementos textuais do diálogo entre Durão e Florbela, A Planície e o Abismo, Atas do Congresso sobre Florbela Espanca realizado na Universidade de Évora de 7 a 9 de Dezembro de 1994, Lisboa: Vega, 55-66:

    [63:] «Creio que o melhor interesse deste meu texto, ou pelo menos o mais útil dele, se situa na tentativa de situar periodologicamente a poesia de Florbela, ou pelo menos o Livro de Soror Saudade no âmbito da segunda geração saudosista e no momento mais caraterístico da sua atividade, o de 1921 a 1928, que coincide com a da renovação da revista A Águia por Leonardo Coimbra e da fundação da primeira Faculdade de Letras do Porto, crisol onde se fundiu e coou uma segunda geração de renascentes (José Marinho, Agostinho da Silva, Álvaro Ribeiro, Augusto Saraiva, Sant'Ana Dionísio, Eugénio Aresta e Delfim Santos), toda ela interessada por filosofia, e que é neste domínio o equivalente da segunda geração saudosista de poetas, antes referida».

  • GAMA, José (1982) História da filosofia em Portugal: tópicos para um curso e indicações bibliográficas, Braga: Revista Portuguesa de Filosofia 38, 365-382.
  • GANHO, Maria de Lourdes Sirgado & Mendo Castro HENRIQUES (1988) Bibliografia filosófica portuguesa (1931-1987), Lisboa: Verbo.
  • GANHO, Maria de Lourdes Sirgado (sd.) 'Santos (Delfim)', LOGOS, Enciclopédia luso-brasileira de filosofia, Lisboa: Verbo, 914-915.
  • GOMES, Joaquim Ferreira (1995) Para a História da educação em Portugal, Porto.
  • GOMES, Pinharanda (1987) Dicionário de filosofia portuguesa, Lisboa: Dom Quixote.
  • GOMES, Pinharanda (1995) Delfim Santos, Elenco breve de educadores dos sécs. XIX e XX, Ferreira DEUSDADO, Educadores portugueses, Porto: Lello, 526-527:

    «DELFIM SANTOS (Porto, 1907Cascais, 1966). Filósofo e pedagogo, aluno de Leonardo Coimbra na Faculdade de Letras do Porto, foi bolseiro na Áustria, na Inglaterra e na Alemanha, onde frequentou as aulas de Nicolau Hartmann, de quem recebeu influências, tal como as receberia de Heidegger. Segundo os antigos companheiros do Porto e conforme os seus trabalhos filosóficos demonstram até 1946, Delfim Santos queria lecionar uma cadeira de Filosofia, mas ter-lhe-ão movido obstáculos (?) de tal forma que ao concorrer, em 1946, a professor da Secção de Ciências Pedagógicas da Faculdade de Letras de Lisboa, Delfim mais cedia às circunstâncias do que atingia o seu propósito. A tese Fundamentação Existencial da Pedagogia (1946) inicia o seu percurso pelas Ciências Pedagógicas, sem jamais abandonar a reflexão filosófica, a que cedo se votara, como se vê pela sua introdução ao estudo da cadeira, intitulada Da Filosofia (1939) e continuada até à morte. No âmbito do currículo profissional publicou trabalhos de grande interesse antropológico: Formação Humana e Formação Profissional (1952) e Temática da Formação Humana (1961). Estes escritos, como os demais, acham-se compilados nos três volumes das suas Obras Completas (1971-1977).
    [63:] Delfim evidencia alguma analogia com José Marinho em questões pedagógicas: “O pedagogo só merece chamar-se pedagogo quando, cada dia, e pelo contacto com o ambiente humano que é o seu próprio, esteja sempre disposto a aprender, e, portanto, a pôr de lado o que antes tinha por seguro e certo...” Delfim Santos, Fundamentação Existencial da Pedagogia, Obras Completas 1 (1971) 136. A educação acompanha as mutações da existência».

  • GRÁCIO, Rui (1984) Correntes atuais da Pedagogia, Lisboa: Horizonte, 87:

«... O conhecimento  ̶  pela análise, a reflexão, o debate  ̶ , dos nossos pensadores que pensaram as coisas da educação e do ensino. Citarei três, infelizmente por má sorte nossa já desaparecidos, mas com os quais alguns de nós ainda tiveram o privilégio estimulante de privar. Diversos na sua compleição pessoal e cívica, e na sua conformação filosófica, refiro-me a António Sérgio e ao seu idealismo critico, a Bento Caraça e ao seu racionalismo de discreta expressão marxista, a Delfim Santos e à sua ideação fenomenológica e existencial  ̶  todos, de modo diferenciado, propugnadores de um ensino renovado de intenção formativa, orientado para o progresso cultural e material do País».

  • GUIMARÃES, Fernando (1987) No cinquentenário da «Revista de Portugal» de Vitorino Nemésio, Lisboa: Colóquio/Letras 100, 88-90:

    «Diálogo estabelecido com a cultura europeia - É o que, aliás, acontece com a atenção prestada, através de colaborações de Delfim Santos e Paulo Quintela, a dois grandes poetas alemães, Hölderlin e Rilke.
    O artigo de Delfim Santos, publicado no n.º 4, é um comentário ao conhecido estudo de Martin Heidegger «Hõlderlin e a essência da poesia». Trata-se de um texto que aponta algumas das principais concepções filosóficas de Heidegger, as quais, não raro, se centram na análise da criação artística. É sabido que o objetivo do autor de Ser e Tempo, pelo relacionamento que existe entre esse tipo de criação ou poiesis e o ser, extrai conclusões de alcance propriamente ontológico, na medida em que, para este filósofo, a questão fundamental diz respeito à essência e à verdade do próprio ser. Mas, se abstrairmos estas implicações que interessariam sobretudo ao domínio da filosofia, verificamos que no texto de Heidegger e no comentário que dele faz Delfim Santos há um conjunto de afirmações que abrem novas perspetivas quanto ao sentido da poesia, do papel que a linguagem nele desempenha, do seu enraizamento existencial ou histórico, etc.: a “Poesia é um sonho verbal [ ... ] e a sua substância é sempre e só o domínio verbal”; “o ser do homem fundamenta-se na linguagem e só como diálogo é esta essencial”; “somos seres históricos - porque ser-histórico e ser-diálogo pertencem-se mutuamente e significam o mesmo”; “a Poesia é criação verbal do ser”; “o verbo do poeta é criação não somente no sentido de livre oferta da essência das coisas às próprias coisas, mas também e simultaneamente no sentido da firme fundamentação da presença humana”.
    Se nos detivermos em passos como estes, poderíamos então entrever algumas das direções possíveis de uma poesia que, valorizando o que constitui o seu espaço verbal, encontra uma possibilidade de instaurar uma realidade que seria, se adotássemos a palavra a que recorre Heidegger, a do próprio ser ou — se nos afastarmos de tal enquadramento filosófico — algo que corresponderia à dimensão simbólica da linguagem. Uma poesia que se volta, pois, para a linguagem, para a imagem, para o símbolo...
    Outro aspeto a pôr em relevo: o ponto de vista de Heidegger relativo à existência humana e à história está, no primeiro caso, isento de qualquer referência à dimensão psicológica do homem e, quanto ao segundo, de qualquer subordinação a fatores de índole económico-social, como ocorreria numa concepção de proveniência marxista.
    Curiosamente, poderíamos verificar que algo de paralelo se deixava entrever nas próprias opções literárias ou artísticas do Modernismo quando prefere renunciar a um subjetivismo emocionalmente imediato ou a uma direta subordinação a um certo sentido da história muito ideologicamente marcado. Mas entendamo-nos. O que importa aqui realçar não é a influência improvável que o pensamento de índole filosófica, seja o de Heidegger ou o de outros pensadores, pudesse ter exercido sobre uma nova concepção de poesia, mas sim a circunstância de numa publicação como a Revista de Portugal confluírem certos pontos de vista, diversas intuições, algumas perspetivas que acompanham o que poderá representar, no âmbito da literatura do seu tempo, um possível desenvolvimento do nosso Modernismo
    ...».

  • LEME, Carlos Câmara (2003) António Quadros, 'um missionário da cultura':

    [PÚBLICO, 21.03.03] «... À época, de resto, os seus [de António Quadros] autores de eleição são Sartre, Camus e Merleau-Ponty. Porém, Delfim Santos, que tinha sido seu professor, aponta-lhe outros horizontes Nietzsche, Kierkegaard, Kafka e três autores oriundos do personalismo: Bergson, Gabriel Marcel e Jaspers».

  • MACHADO, Álvaro Manuel (1978) O ano literário de 1977, Colóquio Letras 42, 57:

    «... prolongamento ou renovação, decadência ou ressurgimento são categorias muito relativas. Sendo impossível precisá-las em breves linhas, poderá responder-se com as palavras de um pensador português de raríssima independência de quem em 1977 saiu o terceiro volume das Obras Completas, Delfim Santos, a propósito dos conceitos de “saudade e regresso” na obra de Pascoaes: “só o que se perde se pode encontrar. A busca é ação futura relativamente ao que se perdeu, e o que se perdeu no passado é preocupação do futuro”».

  • MARlNHO, José (1976) Verdade, condição e destino no pensamento português contemporâneo, Porto.
  • NUNES, Manuel Jacinto (2009) Memórias soltas, Lisboa: Aletheia, 31:

    «Em 1953, sou convidado para reger Economia Política no Instituto de Altos Estudos Militares, no Curso do Estado-Maior, que fora objeto de uma reforma. Iniciei funções em Novembro, após tomar posse, juntamente com Delfim Santos, que ia reger Psicologia. Fiquei desde então com uma relação de amizade com Delfim Santos, um espírito brilhante, de uma grande cultura. As conversas com ele eram um grande prazer intelectual. Fizemos ambos parte, anos depois, em 1960, da delegação das Universidades de Lisboa, que sob a direção de Marcello Caetano, então reitor da Universidade Clássica de Lisboa, promoveu o primeiro curso universitário de férias no Ultramar (estivemos em Angola e Moçambique, pouco mais de um mês). Mas Delfim Santos viu rescindido o seu contrato no Instituto de Altos Estudos Militares, no ano seguinte, por incompreensíveis motivações políticas» [nota do site www.delfimsantos.org: em conversa com o Prof. Jacinto Nunes sobre esta alusão ficou esclarecido que as ditas motivações foram afinal pessoais e não políticas].

  • PATRÍCIO, Manuel Ferreira (1992) A Pedagogia de Leonardo Coimbra: Teoria e Prática, Porto, 12-16.
  • PAIS, NATÁLIA (2008) A importância da arte de brincar, Lisboa: Diário de Notícias 12.07.08:

    «No início dos anos 60, a convite dos seus professores universitários, [Natália Pais] participou na criação do Centro de Investigação Pedagógica, na Fundação Calouste Gulbenkian, uma experiência-piloto no cenário da educação portuguesa da época. «Era um momento de ebulição cultural no País, assinalado por uma revolução educacional de caráter subversivo», lembra a pedagoga, explicando que surgiram grandes transformações pedagógicas nos anos 60. O Centro de Investigação Pedagógica, que atuou até 1979, organizou a primeira biblioteca especializada em Psicopedagogia e deu início às primeiras experiências de inovação pedagógica, a nível de ensino primário, com grupos de professores e associações culturais».

  • PINA, Luís (1963) Plano para a educação de uma menina portuguesa no século XVIII (No II centenário da publicação do método de Ribeiro Sanches), Conferência na Faculdade de Letras da Univ. do Porto, com a colaboração do Centro de Estudos Humanísticos, Porto, 11.12.63, 9-50.
  • PINA, Luís (1966) Faculdade de Letras do Porto (Breve História), Cale, Revista da Faculdade de Letras do Porto 1 [único publicado], 1966, 59-172:

    [149:] «Porque o julgamos complementar desta história da vida breve da primeira Faculdade de Letras do Porto, passamos a apresentar o ROL DE TODOS OS LICENCIADOS PELA FACULDADE DE LETRAS DO PORTO, DE 1923 A 1931, Cópia do respectivo Livro de Assentos, arquivado na Reitoria da Universidade do Porto. [166:] n.° 152 — 22 de Julho de 1931 — «H. fil.//Delfim Pinto dos Santos//Porto/18 valores». [169:] «Do Porto e seu Distrito são 75 os Licenciados pela primeira Faculdade de Letras desta cidade. Deste rol viriam a ser distintos Professores universitários e liceais, homens de Letras, historiadores, críticos da arte, filósofos, como em demais ramos do saber e da arte, as figuras de Torcato de Sousa Soares, Armando Lacerda, Eugénio Aresta, Agostinho da Silva, Delfim Santos, Humberto Lima, Sant’Ana Dionísio, Salgado Júnior, José Marinho, Miranda de Andrade, Baltasar Valente, Augusto Saraiva, Feliciano Ramos, Casal Pelayo, e outros…».

  • PINTASSILGO, Joaquim (sd.) A profissão e a formação no discurso dos professores do Ensino Liceal português:

    [4:] «Na ótica de Delfim Santos no caso um professor universitário que havia iniciado a sua carreira no ensino liceal , “a escola, e nela o professor, está ao serviço do aluno” e, para isso, “tem de a ele adaptar-se”; o objetivo principal da sua atividade é “a criança que está formando”. Esta concepção representa mesmo para o autor “a grande revolução da nova pedagogia”, (1958) Formação de professores, Labor 177, 669 e 661)».

  • QUADROS, António (1971) Ficção e Espírito, Memórias críticas, Lisboa: Sociedade de Expansão Cultural, 178-179:

    «Delfim Santos, de quem fui aluno e mais tarde amigo, era o único professor da Faculdade de Letras que olhava com simpatia este movimento filosófico-literário [existencialismo], inspirado aliás no pensamento dos grandes alemães de quem fora discípulo ou atento leitor, Hartmann. Husserl, Heidegger. Mas Delfim Santos foi sempre um isolado e um segregado nessa Faculdade positivista, onde, até morrer, não conseguiu obter mais do que uma cátedra de Pedagogia...
    Entretanto, à minha tese de licenciatura sobre a arquitetura portuguesa, remanejada e desenvolvida, dei o título de Introdução a uma estética existencial, que o prefácio um tanto artificiosamente procurava justificar  mas que a argúcia de Delfim Santos não perdoou...» (ver correspondência de Delfim Santos com este autor para as questões em torno deste livro).

  • REAL, Miguel (2004) Sílvio Lima, filósofo sem filosofia, Lisboa: Metacrítica 4.
  • SANTOS, José Gabriel Trindade dos (2011) Depoimento para o site www.delfimsantos.org:

    «Não tive a honra de ter sido aluno de Delfim Santos, mas mantive com ele uma relação distante, entre 1957 e 1964. Ele conheceu-me numa sessão de supervisão de estágio em Filosofia no Liceu Pedro Nunes e distinguiu-me com a sua atenção e conselhos.
    Depois, a minha oscilante carreira como aluno na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa levou-me a pedir-lhe uma orientação, que as figuras então reinantes no Curso de Filosofia não permitiram que frutificasse.
    Já a minha passagem pelo Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian foi sob a direção de Alberto Martins de Carvalho e de Rui Grácio».

  • SENA, Jorge de & José-Augusto FRANÇA (2007) Correspondência, Lisboa: INCM, 281 e 284:

    [José-Augusto FRANÇA, Lisboa] 26.12.66: «PS - Soube da morte (coração) do Delfim Santos, em setembro?» [Jorge de SENA, Madison, Wis., USA] 28.01.67: «PS - Soube, sim, da morte do Delfim Santos. Mais outro que morre de frustração portuguesa».

  • SERRÃO, Joel (1960) Temas de cultura portuguesa, Lisboa: Ensaio.
  • SILVA, Agostinho da (1972) Vicente: Filosofia e Vida, São Paulo: Convivium 16-3, mai./jun., 246-251:

    «Mas não é talvez a este alvo que apontam os defensores da existência de uma filosofia portuguesa, os quais não deixariam, em tal caso, de registrar os nomes de um Francisco Sanches, de um Leão Hebreu ou de um Espinosa, muito fáceis de reduzir a uma original marca portuguesa, embora de ambiente muito outro. Quando têm como seus mestres um Sampaio Bruno e um Leonardo Coimbra e até um Delfim Santos, ou seguem os ensinamentos dos ainda felizmente vivos Álvaro Ribeiro e José Marinho, já menos os do perfurante cético que é Sant’Ana Dionísio, o que nos dizem é que pouco importam os sistemas, sempre incoerentes».

  • SILVA, Lúcio Craveiro da (1958) Filosofia portuguesa atual: esboço histórico valorativo, Braga: Revista Portuguesa de Filosofia 14, 403:

    «Delfim Santos é atualmente um dos talentos especulativos de formação filosófica mais vasta, Admira Leonardo Coimbra (Cfr. Aporética Criacionista, Leonardo Coimbra, Porto, 1950; Atualidade e valor do pensamento filosófico de Leonardo Coimbra, Studium Generale, 1956) de quem foi aluno, teve contactos pessoais com Bergson, Husserl, N. Hartmann, M, Heidegger e foi companheiro, em Berlim, de Sartre. Autor filosoficamente não ligado a nenhuma escola, conhece S. Tomás e Suarez sobre os quais escreveu interessantes estudos e é atualmente entre nós o representante mais categorizado da Filosofia da Existência. Por isso interessam-lhe os temas e não os sistemas».

  • SOUSA, Elisabete (2009) Kierkegaard's International Reception: Portugal, Discontinuity and Repetition, Aldershot: Ashgate, 6-7:

    «... Delfim Santos (1907–66), who started mentioning Kierkegaard regularly as early as 1933, i.e., before Casais Monteiro’s translation of The Sickness unto Death in the essay 'Dialéctica Totalista', Presença 2, 39, 1933, Delfim Santos reviewed the theory of stages and the concept of liberty as action (see Obras Completas de Delfim Santos 1, Lisbon: Gulbenkian (1971) 31-38.
    ... On the other hand, Delfim Santos’ influence was predominantly institutional; a professor at the University of Lisbon, he was, among Coimbra’s disciples, the one who left an indelible presence in Philosophy and Pedagogy Studies until his death. Though he did not hold a Philosophy chair, he was the head of the Pedagogical Sciences Department for almost twenty years; this enabled him to influence various generations of graduate students who had to pass difficult entrance examinations to be admitted to teaching posts at public secondary schools. In an “In Memoriam” article, his role as professor and his philosophy (including the role of Kierkegaard in his thought) are acknowledged by eight representative personalities of his time (from editors to academy colleagues). See Delfim Santos: um Destino Português, O Tempo e o Modo 43-44, 1966, 1080–1101.
    Delfim Santos read Kierkegaard in German, and his main philosophical interest and points of references were Heidegger and Nicolai Hartmann; he contributed regularly to general and philosophical publications and to the daily press, besides publishing four main works. From 1933 until one of his last articles in 1966, he made constant reference to Kierkegaard, though he focused especially on his role in the emergence of the philosophy of Heidegger and on his influence on existentialism. He always underscored the unique nature of Kierkegaard’s thought, accurately presenting the philosopher’s point of view on irony, subjectivity, anxiety, despair, among other key concepts, not forgetting to signal the first centenary of Kierkegaard’s death in the opening speech of the first Philosophy Congress in Portugal in 1955. Among other texts by Delfim Santos, see The Value of Irony (O Valor da Ironia, 1943) in his Obras Completas 1 (1971) 349-353; The Existential Meaning of Anxiety (Sentido Existencial da Angústia, 1952, in his Obras Completas 2 (1973) 154-164; Jaspers in Contemporary Philosophy (Jaspers na Filosofia Contemporânea, in his Obras Completas 2 (1973) 268-279; Philosophy as Fundamental Ontology (Filosofia como Ontologia Fundamental, in his Obras Completas 2 (1973) 213-216».

  • VILELA, José Stichini (1982) Francisco de Holanda - vida, pensamento e obra, Lisboa: ICALP [menção na bibliografia].

 

9. Depoimentos de alunos

  • VER SUPRA OS ALUNOS: Matilde Rosa ARAÚJO, Afonso BOTELHO, António QUADROS.
  • BARROS, Antero de (29.07.07) carta a Manuela Santos, viúva de D.S.:

    «Na minha ótica, o Professor Delfim Santos é o maior dos grandes pedagogos e pedagogistas portugueses do século passado. Das suas aulas de Pedagogia e Didática e História da Educação guardo a mais bela das recordações da minha vida estudantil. Desde que o conheci, nos princípios da década de 50, ele esteve sempre presente na minha vida, pois, como ele próprio dizia, a vida afasta as pessoas, embora as não separe, e a morte separa as pessoas, mas não as afasta.
    Em sua homenagem, um dos meus filhos tem o nome de Delfim. No convívio fraterno com os meus antigos alunos do ensino secundário, de Cabo Verde ou de Angola, o nome dele foi e é sempre lembrado. Ainda a semana passada, durante a homenagem que me foi prestada pelos meus antigos discípulos do ensino secundário, o nome dele foi referido, saudosamente, várias vezes.
    Bem haja, D. Manuela, pois há mais de 30 anos, que me roubaram, da casa do meu falecido Pai, em S. Vicente de Cabo Verde, a Fundamentação Existencial da Pedagogia e outros trabalhos que o meu velho Mestre me tinha oferecido».

    LEITÃO, Otília (2007) Homenagem ao Dr. Antero de Barros, 19.07.07 [sobre Antero de Barros:] «É um homem Grande, literalmente, este professor do liceu Gil Eanes, instituição a que «a independência de Cabo Verde deve uma grande parte». Antero Barros, o único negro de três rapazes entre 58 raparigas do seu curso de Filologia Românica, presenciou o primeiro discurso de Amílcar Cabral na 17º Assembleia das Nações Unidas, em 1962, ensinou várias gerações de onde saíram ilustres figuras, e, aos 85 anos, sem perder o seu taco de golfe, tem pronta para publicação uma investigação sobre a influência da língua inglesa no crioulo [...] De Portugal que considera a sua segunda pátria, onde cursou na Universidade de Letras de Lisboa, recorda os seus grandes professores na década de sessenta: Lindley Sintra, Maria de Lourdes Belchior, Prado Coelho, Celso Cunha, Delfim Santos (...) A sua vida, adverte, sorrindo, «dava muitos livros». E pelos livros continua à procura de dois especiais que lhe terão sido roubados (...) há mais de 30 anos, em S. Vicente, e sobre os quais chegou a prometer alvíssaras em anúncios de jornais: As Técnicas e o Valor da Reconstrução da Filologia Comparativa, do professor Frederico Laranjo, e Fundamentação Existencial da Pedagogia, do professor Delfim Santos. Fazem-lhe falta».

  • COSTA, João Bénard da (1989) Delfim Santos: Uma Pessoa Moral, Revista do Instituto de Apoio à Criança 8, set. 1989.
  • COSTA, João Bénard da (2005) Cultura e liberdade (I), Lisboa: Público, 26.06.05, re-editado em Os Filmes da Minha Vida:

    [PÚBLICO, 27.08.04:] «Na universidade, estive três meses em Direito. Confirmo a merecida reputação de Marcello Caetano, mas dos outros nada recordo. Arrepiei caminho e passei para Letras (Ciências Histórico-Filosóficas, assim se chamavam então). Delfim Santos, Vieira de Almeida, Mário Chicó, Virgínia Rau, são nomes a escrever com letra grande e "happy few" devem imenso a Ribeiro Soares, quando ele e esses "few" partilhavam gostos singulares. Mas dos outros (estava-me a esquecer e não devia de Ferreira de Almeida), sobretudo no que tocava à Filosofia, quem não saiba é melhor nunca ter experimentado. Era nossa convicção (nossa, dos alunos) que deviam a cátedra ao estado disto, pois que a qualquer sabedoria ou inteligência não a deviam certamente. (...) Posso ser muito parcial mas acredito que, se a formação de professores (tema dominante do pensamento de homens como, por exemplo, Delfim Santos ) tivesse sido levada a sério e feita a sério, não se tinha chegado onde se chegou. Poesia? Preconceito? É bem possível e não vim aqui polemizar, caso em que esta crónica seria bem fruste. É que mesmo nas tais esporádicas "experiências" recentes (anos 90) eu nunca vi, diante de mim, as tais "máscaras de apatia". Ignorância, sim, imensa, acompanhada, em gerações mais recentes, pela arrogante ignorância dessa própria ignorância, o que é a mais explosiva mistura que imaginar se possa. Mas a apatia pode ser vencida e, daí ao resto, há um passo possível».

    [PÚBLICO, 03.12.04:] «Nos tempos em que andei pelo Convento de Jesus a cursar Histórico-Filosóficas - Mário Soares também por lá andou -, o prof. Delfim Santos, ao explicar-nos as diferenças entre os tipos caracterológicos EAS (Emotivo-Ativo-Secundário), os chamados "apaixonados", e EAP (Emotivo-Ativo-Primário) os chamados "coléricos", costumava dar como exemplo dos primeiros Salazar, e como exemplo dos segundos, Francisco da Cunha Leal, então (era isto em 1955 ou 1956) o vulto mais conhecido da oposição democrática. Para grande escândalo das minhas colegas marxistas, via nessa oposição caracterial parte da razão das suas oposições políticas. Nunca conheci pessoalmente Cunha Leal, mas não tenho qualquer dúvida de que, se Mário Soares, nesses anos, já fosse famoso, Delfim Santos teria tido um bem melhor exemplo de antagonismo visceral, não desfazendo nos viscerais antagonismos ideológicos».

    [PÚBLICO, 25.02.05:] «Perder a memória é perder a identidade, literalmente deixar de se saber quem se é. Nenhum livro me meteu mais medo do que um que o prof. Delfim Santos nos recomendou, quando eu andava na Faculdade de Letras, e se chamava Les Maladies de la Mémoire. Nessa altura não se falava muito nisso e a doença de Alzheimer ainda era batizada com nome mais suave. Nesse livro, vinha descrita, como outras igualmente terrificantes. Lembro-me de ter ouvido Steiner, uma vez, referir-se àquele momento ou àqueles momentos (vão chegando, vão chegando) em que, de repente, nos falta um nome "que está debaixo da língua", como o princípio do fim para o historiador que se converte em história. Cultura é tudo o que fica, quando o que aprendemos se esquece? É precisamente o contrário, pois nenhuma cultura se funda sobre o esquecimento. Se todos nos lembrássemos da vida toda - desde o ventre materno, como Tolstoi dizia que se lembrava - conhecíamos e conheceríamos bastante melhor. É por isso que penso que as pedagogias que desvalorizam a função da memória, ou se batem contra o "ensino memorialista", são as responsáveis pela incultura dominante e pela perda do sentido de tempo e de História, sem a qual ninguém se acha e os portugueses muito menos».

    [PÚBLICO, 26.06.05:] «Eu, chefe de redação de O Tempo e o Modo e sem muita vontade de continuar a investigar pedagogia após a morte do prof. Delfim Santos em 1966, estava à mão de semear».

    [João Bénard da Costa, Wikipedia:] «Convidado por Delfim Santos para seu assistente naquela faculdade [de Letras de Lisboa, a João Bénard da Costa] foi-lhe impedida a carreira universitária, por força da PIDE».

  • MARCHAND, Bruno (2008) Dulce d'Agro:

    «A predominância de um gosto que pendia para o naturalismo oitocentista convivia com uma crescente consciência da classe dominante sobre o alto potencial de valorização da arte moderna, facto que terá impulsionado o desenvolvimento de um mercado, ainda que débil, para este tipo de manifestação artística. Dulce d’Agro pertencia a essa classe dominante. Contudo, não só a sua formação a aproximava da modernidade artística bem mais que do gosto oitocentista, como as suas ambições excediam em muito a apetência pelo mero investimento em bens culturais. “A Dulce d'Agro foi sobretudo uma mulher abastada e cosmopolita, artista de formação, e casada com um arquiteto dotado de uma grande curiosidade intelectual e artística. Ambos correram o mundo, do Egito ao MoMA...”. Foi certamente a partilha dessa curiosidade, aqui apontada por António Cerveira Pinto, que impulsionou a estreita relação de Dulce d’Agro com alguns intelectuais da época – de entre os quais Isabel Alves destaca, pela recorrência com que eram invocados, o Professor Delfim Santos e Suzanne Page, cuja longa carreira no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris incluiu a posição de diretora a partir de 1988 –, e que a levou a estudar pintura sob a orientação de André Lhote em Paris».

    «Isabel Alves, Coordenadora do projeto ernestodesousa.com: Eu e o Ernesto começámos a acompanhar o trabalho da Dulce na Quadrum, logo a partir das primeiras exposições. Se não me engano, logo na exposição do Vasarely. De qualquer forma, as memórias mais vivas que tenho da Dulce são de meados do anos 70 em diante, altura em que a Dulce começa a levar alguns artistas a feiras internacionais. A Dulce era agitadíssima! O Ernesto fazia uma conferência qualquer no exterior e a Dulce aparecia. Em Munique, por exemplo. Foi uma grande divulgadora da arte portuguesa. E nesse sentido foram muito importantes os contactos que manteve com alguns agentes, principalmente em Paris. A Dulce falava muito das comissárias que organizavam a bienal de Paris... a Suzanne Page... E falava muito também do Professor Delfim Santos».

  • PACHECO, Luiz (2007) GEORGE, João Pedro, O Crocodilo que Voa, Entrevistas a Luiz Pacheco, Lisboa: Tinta da China, 105 [sobre os meus mestres]:

    «Dos mestres apareceram o Câmara Reys, da Seara Nova, que era muitíssimo bom, e apareceu também o Delfim Santos, em Filosofia, que era também muito bom. Para sorte minha, o Delfim Santos, vindo fresquinho da Alemanha onde tinha apanhado com o existencialismo em cima, teve que fazer um estágio no Liceu Camões, comigo (...) e com o [José] Cardoso Pires (...) Cada aula de Filosofia era uma dissertação magistral. Depois voltou a ser meu Professor na Faculdade...».

10. Antologias

  • ALVES, João Lopes (1966) [Antologia:] Delfim Santos Um filósofo português vivo, Lisboa: Jornal de Letras e Artes 16.11.66, 9-12.

 


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